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Falar de saúde e higiene íntima feminina ainda é um tabu para muitas pessoas. Mas não deveria. É comum ter dúvidas sobre a saúde da mulher, ainda mais se for a saúde íntima. Podem surgir questionamentos referentes à frequência, ao modo correto de fazer a limpeza, aos produtos de higiene adequados, além de como proceder em situações específicas. Suor, gordura, sangue, umidade, urina e células mortas. Tudo isso pode fazer com que o assunto pareça um pouco embaraçoso. No entanto, devemos entender que essas coisas fazem parte de um processo natural, e o conhecimento sobre o assunto é importante para evitar que a mulher sofra complicações por vergonha de conhecer o funcionamento do próprio corpo.

O que é pH vaginal?

Trata-se do grau de acidez que mantém a flora vaginal em equilíbrio e impede a ação de bactérias. O pH ideal (medido em exames de laboratório) fica entre 3,5 e 4,5. Quando esse número é alterado (por vários motivos, como estresse ou uso contínuo de antibióticos), alguns micro-organismos se proliferam na região, causando infecções vaginais. Produtos de higiene íntima seguem o padrão vaginal (de 3,5 a 4,5) e mantêm a acidez necessária para evitar infecções, mas a higiene íntima não precisa necessariamente ser feita só com esses produtos.

Qual a importância da limpeza?

Em primeiro lugar, não precisamos ter medo de lavar a região íntima. O banho permite a remoção de resíduos e secreções que se acumulam naturalmente na região e é muito importante para a saúde da mulher. Em condições normais, as impurezas não são removidas com o uso exclusivo de água. Ela remove apenas os catabólitos orgânicos hidrossolúveis, e não é eficaz na remoção de partículas sólidas e gordura. Produtos de limpeza específicos, com alguma detergência associada em sua fórmula, facilitam a emulsificação suave das gorduras, remoção de partículas microscópicas de papel, células mortas de pele, resíduos de urina/fezes e sangue menstrual.

Por outro lado, produtos com muita detergência podem remover em excesso a camada lípica que protege a pele e acabar prejudicando a saúde íntima. Desse modo, ocorre o ressecamento vulvar e até o desencadeamento de prurido. É importante observar as reações que seu corpo apresenta aos produtos e conversar com uma médica ou médico para estabelecer uma rotina de higiene íntima feminina adequada às características de seu organismo.

Quando o odor é anormal?

Um corrimento deixa de ser uma secreção natural e vira infecção quando está amarelo, provoca coceira, ardência, dor e odor forte. Lembra o cheiro de “peixe podre”. Se não existe nenhuma dessas alterações, não há motivo para se preocupar. Para as mulheres que se sentem desconfortáveis com a secreção e odor característicos, a médica aconselha a levar na bolsa calcinha extra e limpa, e trocá-la durante o dia. É muito melhor do que passar lencinho íntimo toda hora, porque esse hábito pode retirar a proteção natural.

Desodorante íntimo

A transpiração da região íntima é o motivo de 80% das reclamações entre as mulheres, ocasionando desconforto e constrangimento. Por isso, foi desenvolvido um produto que é ginecologicamente testado, e que proporciona toque seco e perfumado o dia todo: o desodorante íntimo.
 Além de ser aplicado na região íntima, existem ainda outras formas de usar o desodorante:

- Aplicar o desodorante na calcinha pela manhã ou pós-banho.
- Aplicar o desodorante no papel higiênico, transformando-o em um lenço umedecido, para higienizar a parte externa.
- Aplicar uma quantidade generosa na parte externa da região íntima, depois secando com papel higiênico.

Ele pode ser usado no dia a dia, após a depilação, antes da praia ou piscina e quando está menstruada. Não há restrições para o uso do desodorante íntimo.


  • Jun 18, 2018
  • Category: Bem-Estar
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